Blumenau, 04 de Setembro de 2010

A História do Pára-quedismo
     
     
     
 
           O sonho de voar sempre fez parte da alma humana. Conforme encontramos na literatura, os primórdios do pára-quedismo deram-se no início do século XIV na China. Os chineses já realizavam saltos de altas torres para abrilhantar festas imperiais. Estes acrobatas utilizavam imensos guarda sóis para segurar a queda.
          Algum tempo depois, outro registro de pára-quedismo surgiu no século XV, através de Leonardo da Vinci. Ele desenhou e projetou o primeiro pára-quedas em forma de pirâmide.
          Até o século XVIII muito se estudou sobre pára-quedismo. Mas historicamente, ficou registrado como sendo o primeiro salto de pára-quedas o salto realizado por Andrew Jacques Garnerin, no dia 22 de outubro de 1797, saltando a partir de um balão. Considerado o primeiro pára-quedista, Garnerin realizou seu feito histórico na cidade de Paris, a 2000 pés de altura. Porém, para certificar-se que a engenhoca iria funcionar, Garnerin lançou seu cachorro como cobaia e depois lançou-se com sucesso.
          Assim deu-se início o desenvolvimento do pára-quedismo. Mas foi no século XX que realmente se impulsionou o conhecimento e aperfeiçoamento desse esporte.
          O pára-quedas foi a solução que a maioria dos países encontrou para proteger seus tripulantes de aviões militares durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
          O pára-quedismo teve sua maior evolução quando foi utilizado como meio de transporte na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para o desembarque de tropas na retaguarda da linha de defesa do inimigo. Após a Guerra, como os pára-quedas eram utilizados somente para o lançamento de tropas e suprimentos, os militares perceberam a possibilidade de fazer saltos por esporte e diversão.
          A partir do desenvolvimento de um sistema de acionamento manual, foram realizadas as primeiras quedas livres com os pára-quedas redondos conhecidos como T-10, os mesmos utilizados para o lançamento de tropas.
          Sem dirigibilidade e muito pesados, os pára-quedas, na época, eram muito perigosos, já que uma vez aberto o velame, os pára-quedas pousavam onde o vento os levasse, sem conseguir que o impacto fosse amenizado.
          Foi necessário o desenvolvimento de um velame com fendas direcionais traseiras para possibilitar a navegação. Porém, o forte impacto de aterragem ainda não estava resolvido.
          A partir dos pára-quedas redondos, o T-10 e T-U, foram desenvolvidos os velames conhecidos como Papillon de fabricação francesa e o Pára-Commander de origem norte-americana. Estes pára-quedas tinham uma boa dirigibilidade, mas ainda os seus recursos eram muito restritos quanto à precisão da chegada ao alvo.
          Nestes equipamentos o velame reserva era instalado na região ventral. Esse reserva era conhecido como reserva ventral.
          Nos anos 70, as empresas norte-americanas investiram e desenvolveram um equipamento mais moderno, o qual usamos até hoje. A partir disso, o pára-quedismo começou a evoluir mais rápido.
          Nos anos 80 foi inventado o salto duplo e desenvolvido o método Accelerated Free Fall – AFF ou queda-livre acelerada, o que possibilitou a difusão do esporte.
          Atualmente os velames são de formato retangular sendo totalmente dirigíveis. Isto permite pousá-los com segurança no alvo e sem impacto, pois dispõem de tecnologia com freio aerodinâmico.
          Após anos de evolução, o pára-quedismo atingiu um nível de segurança que possibilita a qualquer pessoa, em bom estado de saúde, experimentá-lo.
          O pára-quedismo acabou virando um esporte de competição. Existem várias modalidades, desde as mais tradicionais, como a Formação em Queda Livre e Precisão ao Freefly, Freestyle, Skysurf e outras que estão sendo praticadas e desenvolvidas o tempo todo.
          Quem diria que o pára-quedismo, originalmente uma necessidade militar, com a proposta de trazer uma pessoa ao solo com segurança a partir do salto de uma aeronave em vôo, teria várias modalidades esportivas, sendo um esporte seguro que tem praticantes que podem ir dos 7 aos 80 anos de idade.
          O pára-quedismo progrediu muito. A queda livre, momento em que o atleta salta até a abertura do pára-quedas foi muito aprimorada. Hoje em dia podemos dizer, sem sombra de dúvida, que os pára-quedistas aprenderam a “voar”. 

         
        
         


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